As mãos que tecem e plantam
sábado, 16 de junho de 2012
...as areias do tempo(2)
O principe esperou até que anoitecesse novamente só para ter o prazer de ouvir aquela canção, misteriosamente nenhum dos guardas do castelo ouvia, apenas ele. todas as noites seguidas o coração do principe se enchia de alegria.Pediu então aos deuses que lhe trouxessem o musico. qual não foi seu espanto quando apareceu bem diante dos seus olhos um tapete ricamente bordado com fios de ouro. Naquele tempo tudo era mais fácil do que hoje... no mesmo instante ele viu uma linda harpista com a pele alva, mãos delicadas, lábios rosados e cabelos sedosos... uma linda mulher, belissima como uma pintura. O principe pediu a ela que tocasse para ele e debruçado na janela ouviu...
A harpista entrelaçou os dedos delicados nas cordas douradas e tocou.
O principe estava apaixonado, amava aquela mulher. Ela olhou-o dentro dos olhos e disse que jamais poderia viver longe do próprio reino, mesmo amando o principe ela não poderia...dizendo isso partiu suavemente em seu tapete mágico.
O principe desceu as escadas e entrou no estábulo pegou o primeiro cavalo e pós-se a correr pelo deserto sem perder de vista sua amada que flutuava sobre as dunas.
Por mais que ele galopasse não conseguia alcança-la.subiu e desceu dunas, mas o tapete sumia. ele se desesperou e de cansaço adormeceu ali mesmo. ao acordar o cavalo havia sumido, teria de caminhar muito para voltar ao palácio, andou, andou e quando acreditava estar tudo perdido... foi surpreendido pelo tapete que o levou até a harpista. Juntos agora ele ouviu então aquela canção e juntos estão até hoje por toda a eternidade.
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