As mãos que tecem e plantam

As mãos que tecem e plantam

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,a que se deu o nome de ano,foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão pra qualquer pessoa se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra frente tudo vai ser diferente.
Já estamos em ritmo de Natal, fala-se em presentes, papai noel, que roupa usar, na vontade de comprar o vestido branco para o ano novo... pouco se fala no bem que foi feito, ou o saldo de boas ações ou ainda na longa lista de tarefas solidarias a se cumprir no próximo ano. Nunca ouço dizerem que nestas festas natalinas irão evitar o desperdício de comida ou que aquela limpeza no guarda-roupa para "deixar fluir" a energia, todas aquelas roupas compradas por compulsão irão para os pobres há muito vazio nas atitudes, imediatistas os prezeres...
Que bom seria se pudessemos ajudar a mudar as atitudes ao longo do ano, afinal dozze meses são suficientes para que as pessoas façam tudo pelo outro, aquele que é esquecido, o catador de lixo, o garoto que vende enfeites pra ajudar em casa, a mulher da carrocinha que entrega o que planta na horta de casa por algumas moedas, o pessoal da feira que cuida dos carros na esperança de um sorriso ao menos...
Enfim, uma legião de excluidos que também gostariam de um pouco de conforto. Vamos fazer algo diferente a partir deste natal?

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