As mãos que tecem e plantam

As mãos que tecem e plantam

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Exercício de pensar

O dia está lindo, o mar manso, a brisa suave, as ondas feito renda branca não se agitam, é tudo tão tranquilo... não sei bem ao certa  em que parte do caminho estou diante desta imensidão, os navios atracados ao longe, talvez eu esteja da metade para o fim ou quem sabe para o inicio?
Tenho apenas a certeza de que já andei bastante, nem sempre em linha reta, sempre me equilibrando pra não cair de vez. Meu chão é uma tênue linha cheia de nós, continuo a caminhada!
Haverá um porto seguro? Não sei se quero aportar nele, apavora-me a idéia de ancorar, afinal esta palavra encerra em sí o fim.
Corremos tanto sem nunca conseguirmos emparelhar nossas passadas com os ponteiros do relógio que regem nosso viver, tudo isso porque? Quais são os limites da nossa resistência e a distância da nossa existencia?
Belo é o mar, incansável...

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